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LACTATO

 

 
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LACTATO

Atualmente podemos observar que a gasometria tem sido complementada com parâmetros bioquímicos, usados para agilizar o processo de avaliação do paciente. Isso é muito eficiente devido à rapidez na obtenção do resultado. Um desses testes é o lactato.

O lactato é um produto final da glicólise anaeróbica que ocorre em tecidos hipóxicos. No entanto, tecidos bem oxigenados em determinandas condições, também podem gerar lactato através da glicólise aeróbica.

A produção normal de lactato ocorre principalmente no músculo esquelético, intestino, cérebro e glóbulos vermelhos; estudos mostraram que o pulmão pode ser uma fonte importante de lactato no contexto de lesão pulmonar aguda.
O lactato formado pode ser captado pelo fígado e ser convertido em glicose ou ser utilizado como fonte de energia.

A elevação dos níveis séricos de lactato tem valor prognóstico em uma variedade de disfunções de órgãos, como por exemplo em condições que se acompanham de redução da oferta de oxigênio, traumatismos e choque. A produção de lactato tem relação com o ciclo glicolítico que ocorre virtualmente em todos os tecidos. O lactato apenas pode ser produzido ou utilizado pelo piruvato. O metabolismo do piruvato em lactato durante a glicólise anaeróbica é a principal fonte de moléculas ricas em energia nas hemácias.

Causas de aumento do lactato:
Hipóxia - a causa mais importante de acidose láctica é a deficiente oxigenação celular no choque hipovolémico, cardiogénico ou séptico.
Nestes doentes, a severidade da hiperlacticidémia foi relacionada com o prognóstico. Quando superior a 10 mmol/L, são escassas as hipóteses de sobreviver.
A hiperlacticidemia observada em doentes sépticos/traumatizados é habitualmente relacionada com hipóxia/hipoperfusão e consequentemente com a glicólise anaeróbica, mesmo em situações em que os habituais indicadores da perfusão tecidular como a pressão arterial, débito cardíaco e débito urinário são normais ou em margem clinicamente aceitável.

Na sépsis existem evidências de que a acumulação de lactato não é o resultado da falta de O2.
A acidose láctica pode ser classificada em dois tipos: a de tipo A associada com evidência de deficiente perfusão ou oxigenação tecidular, enquanto que a de tipo B não se relaciona com má perfusão ou oxigenação.

As causas de hiperlacticidémia são variadas. Os mecanismos que conduzem à acidose láctica podem ser hipóxicos, conduzindo a um estado de isquemia generalizada, como nos casos de choque, e não hipóxicos como são as alterações de clearance do lactato (disfunções hepática ou renal), as disfunções da piruvato-desidrogenase (devido a sépsis, endotoxémia, défice de tiamina, níveis elevados de catecolaminas) e a glicólise aeróbica acelarada (secundária a sépsis, convulsões, neoplasias).

Devido ao envolvimento do lactato em todos esses casos podemos avaliar a utilidade em medir rapidamente esses níveis, antecipando assim o prognóstico do paciente. Como o lactato é muito instável, é necessário que se realize o teste logo após a colheita, e esse é um outro motivo para medir esse parâmetro num gasômetro, onde o médico poderá obter resultados precisos, eficientes e imediatos.

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